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terça-feira, 5 de julho de 2011

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A manhã seguinte ainda vai desanuviar, a cada palavra não dita, a cada pensamento reprisado, cada dia mais frio, nos fazendo presas fáceis do sofrimento, da decepção. Não adianta, vou desapontá-la. Um dia, vou deixar você cair. E você também vai. É assim.

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Você chora baixinho sem porquê. Cito Nietzsche pra explicar porque faz isso. Você não tem pouco, só deseja demais. E te beijo, e te cheiro, e irrito tua pele com a barba curta, seus pelos respondem, e como dois corpos não ocupam o mesmo lugar, você precisa sair de si pra que eu possa entrar.

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Meu filme tem que ter pré-estreia, ação, drama, comédia romântica, todos contra nós, trilha sonora, cachoeira e dor no peito. Mereço um final com beijo e crédito. Eu quero um amor digno de telão de cinema e não um caso sem roteiro, desses que não podem ser vendidos separadamente de revista masculina em banca de jornal.

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Não dou mais bola ao que convém. Falar e fazer tudo do meu jeito é minha definição de felicidade. Nem o sucesso ou o dinheiro, se vierem, me servirão de estrago. Já faço uma certa questão de ser insuportável vez ou outra, tal uma estrada curta para reconhecer quem me gosta.

(Trechos - Caras como eu)

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